sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Malhação

(Este título requer que seja lido com o sotaque brasileiro adequado, dá logo mais ênfase à actividade em si).

Bem, “malhação” é talvez um exagero, mas a verdade é que, desde que me capacitei de que não queria ser uma lontra, comecei a organizar-me, a acabar com as desculpas, e a arrastar o corpinho para o ginásio, pelo menos uma vez por semana. Eu sei que isto não é “nada”, então eu, que já treinei todos os dias uma ou duas horas, mas um treino semanal já implica mais do que continuar para sempre de rabo sentado, seja no trabalho, seja no carro, seja em casa (valem-me as tarefas maternais e as domésticas para me fazer andar de pé e a pé, mas quando isso acontece por muito tempo, fico com umas dores parecidas com o que as pessas com dor ciática descrevem, mas mais em versão suave, desde o segundo trimestre da gravidez, mais ou menos, e nunca mais passou).

O mais importante é que começar a ir uma vez por semana é, acima de tudo, a ponte para uma nova vida, é ir novamente sentir o “cheiro do ginásio” (não me refiro a nenhum cheiro corporal em concreto!, é uma figura de estilo, ok?), voltar a estar “fardada para a guerra”, a esforçar-me, a ver pessoas à minha volta com a mesma motivação, a sentir-me parte daquilo, daquele culto, daquela identidade.

Engraçado como o ser humano precisa desta sensação de pertença. Seja a um clube futebolístico, seja a um partido político, à paróquia, àquele café do costume, ou, neste caso, ao ginásio. Quando treinava intensamente no outro ginásio, e uma vez que fui das primeiras sócias, comecei a perceber que havia uma “nata” dos verdadeiros “treinantes”, ou seja, aqueles que estão sempre lá, todos os dias, quer chova quer faça sol. Eu pertencia orgulhosamente a essa nata, e era reconhecida como tal, e reconhecia os outros. O cumprimento entre os que ali estão sempre é diferente, é um sorriso cúmplice, aquele encolher de ombros do “cá estamos outra vez, não é?...”, como quando a nata fazia RPM seguido de Body Pump na sexta à noite e no sábado de manhã lá estava caída novamente no RPM. Olhávamos uns para os outros com aquele ar como quem surdamente se diz: “sim... somos malucos... é verdade... mas somos felizes...”.

Agora claro que ninguém me conhece nem conheço ninguém, não é disso que se trata, mas todos nós, os que estamos ali, pertencemos a um mesmo projecto, sejam quais forem os objectivos, mas todos temos este “segredo”, que à hora de almoço a nossa vida pára, já não somos engenheiros, advogados, consultores, doutores, para sermos todos pessoas a fazer pela vida, a correr pela vida, a espairecer através do exercício (também gosto muito de espairecer pelas compras, mas o Sunshine não sei porquê prefere que espaireça no ginásio...).

Os treinos não são muito intensos, tenho que me mentalizar que já não sou essa menina de ginásio que fui, e o tempo não é o mesmo, nem a assiduidade, limito-me a correr (tenho que investir mais na parte cardiovascular para queimar!!), a andar no rotex ou no wave, uns dias remo, outros ando na bicicleta, faço uma parte de musculação, mais nas pernas que é o que gosto mais (ontem fiz costas e hoje não me mexo da cintura para cima) e abdominais, aí sim, daqueles mesmo em prancha, com o relógio a não me deixar fazer batota, é mesmo para doer e acabar de vez com esta barriga de três meses de gravidez (no caso de uma grávida normal, no meu aos 3 meses tinha menos barriga que agora...).

A verdade é que o hábito lá se perpetuou umas semanas, e esta já consegui ir duas vezes! E por enquanto é este o objectivo, se depois der para passar para as 3, melhor, e assim sucessivamente, mas sem pressas, o que interessa é fazer alguma coisa.

Também tenho feito umas saladinhas, se bem que ontem fiquei com tanta fominha por ter treinado e ter comido só uma salada com uns 4 bocadinhos de requeijão e umas 4 nozes, que saí do trabalho e fui atirar-me a uma sandes de delícias do mar!

Este fim de semana eu e o Sunshine vamos fazer a primeira pesagem na minha balança super hiper mega XPTO, daquelas que aparece o nível de massa gorda e de hidratação e tudo, e em Fevereiro vamos começar a fazer dieta...

Depois ponho-vos a par dos nossos progressos, se houver!...


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mononucleose! Medoooooo!

Pois é....

Hoje vou buscar a Luazinha a casa dos avós, e eis senão quando a minha mãe me conta que na escola das minhas sobrinhas, mais concretamente da turma mais pequenita, um menino foi diagnosticado ontem com mononucleose e ficou em casa por 45 dias!

Para quem não sabe, essa doença é chamada de "doença do beijo", por se transmitir muito facilmente através dete género de contacto... Na verdade, a minha sobrinha mais pequenina passa a vida a dar beijinhos na prima... o que aumentou o meu medo e a minha preocupação!

E o pior é que ela aqui de há uma semana para cá tem andado com algo que me pareceu ser uma dermatite da chucha, ou por outra, a mim parecia mesmo herpes, pois era em redor da boca e também mais para a bochecha, mas como bate ali a chucha e ela baba-se muito, pronto, assumi que era da chucha... Mas... e se fosse herpes???

É que, pelo que li, a mononucleose infecciosa é provocada por um vírus aparentado com o herpes!!

Obviamente já devorei toda a informação disponível na internet sobre a doença.... já a imagino com todos os sintomas... mas há que manter a razão.. afinal, ela está bem, não tem febre... bem, teve aquelas anginas... e a mononucleose também se traduz em febre e garganta inflamada... mas não, ela está bem...

Ok, já não vou dormir bem hoje!

Espero que o Sr. Epstein-Barr tenha passado ao lado dela e das minhas sobrinhas! Xô bicho ruim!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

8 meses de vida

Ontem a Luazinha fez 8 meses!

8 mesinhos de vida!

Lá fomos à pediatra, à consulta de rotina, e então a Luazinha está finalmente a estabilizar no peso. Pesa 8800 kg, mede 66.50 cm, percentil 50 na altura e 75 no peso. Tendo em atenção que já teve 25 na altura e 75 no peso... ou 50 na altura e 90 no peso... posso considerar que é uma pequena vitória para todos nós!

Depois dos seus primeiros tempos de suposta magreza, e especialmente desde que travou conhecimento com o amigo biberão, a Luazinha foi ganhando umas novas carninhas, umas camadinhas assim de reserva (como diz o Sunshine, "ela tem que ter uma reservazinha...."), as bochechinhas começaram a arredondar cada vez mais...

Então lá tivémos que iniciar uma "espécie de dieta"... A quantidade de carne muito bem contadinha, biberões só de 150 ml (ela chegava a beber 300 ml quando tinha uns dois meses.....), ao lanche só um iogurte ou só o meu leite (quando ainda não o rejeitava), e claro que nem lhe damos papa a provar... apesar de me doer o coração só de imaginar o quanto ela se iria deliciar...

Nota-se que a genética deu como herança à Luazinha, entre outras coisas, a gulodice (gula) da mãe. Quando fazemos manga, por exemplo, quando ela vê o laranja na taça e percebe o que vem lá, começa logo a mexer as mãozinhas e os pézinhos, a saltitar de alegria, a abrir a boca já em antecipação, a mesma reacção com o biberão. Não é que não goste da sopa, aliás, aquela boquinha santa está sempre pronta para as aterragens dos aviõezinhos de comida, mas de facto nota-se preferência pelas coisas mais saborosas...

Hoje em dia já se senta perfeitamente, já se entretem um bocadinho a brincar no parque ou num tapete (sob supervisão...), e já se estende um pouco para a frente, mas ainda não está muito interessada em gatinhar ou empreender outras formas de deslocação.

Já na fala, é muito avançada! É mulher, claro está! E minha filha! Logo, há-de gostar de comunicar! Além de palrar muito, já diz claramente "mamã" e "papá" (pronto... especialmente mamã... baba, muita baba... mas é verdade...), e às vezes parece que também já há uns vocábulos parecidos com "bébé" e "avô".

A pediatra disse que temos que mudá-la de quarto... que está no limite da idade... que assim até vai dormir melhor... etc.. etc.. etc..

Mas se ela chora durante a noite porque cai a chucha ou por nada... não me parece muito que vá correr melhor com ela noutro quarto...

E convenhamos que andar no meio da noite de Inverno de um quarto para o outro também não é o cenário mais apetecível..

E ela não me incomoda... e já dizia a minha avó: os filhos criam-se ao lado das mães- o que significava mesmo metê-los na mesma cama e bar aberto de mama a noite inteira...

Será que se a mudar de quarto ela não se vai sentir abandonada?... Será que até vai descansar melhor porque ao menos não ouve o pai a ressonar (isto é o que ele próprio diz...)?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Afinal não houve nada de caipirinha!...

Afinal, mal comecei a saborear a caipirinha, o sabor a Pitú foi de tal forma intenso que não
consegui tragar muito mais do que dois golinhos, ou era aquilo que estava mesmo potente (o
Sunshine estava com vontade de ver o pessoal todo a dançar em cima da mesa, certamente),
pois, na verdade, ficaram mais alguns copitos assim como que abandonados como quem não
quer a coisa perdidos pela casa, ou então depois de mais de um ano sem beber uma gotinha
de álcool, o meu organismo rejeita a intrusão de tal substância.

Mas mesmo assim, o almocinho foi muito divertido! Vieram dois casais amigos que também
têm bébés, o que tornou tudo mais caricato e ainda nos fez pensar que só nos sentaríamos à
mesa para almoçar à hora do chá das cinco, pois uma não dormia, o outro tinha que mudar
a fralda, o outro também não queria dormir, e cada par de pais de volta do seu rebento,
todos espalhados pela casa, todos desencontrados!

Mas esta circunstância tornou tudo mais
engraçado e rico, como dizia um grande amigo meu, como me conhece desde os nossos 15
anos, agora estarmos com os nossos bébés parece que estamos apenas a brincar aos papás!
Eu percebo a ideia! Olhamos uns para os outros e éramos tão miúdos e depois de repente ali
estamos nós a olhar para os miúdos da nova geração, que são os nossos!

Comemos uma saborosa moqueca de camarão e um leite creme, tudo com a ajuda da amiga
Bimby, claro está!

E pronto, o resto do dia foi para arrumar a casa, tratar da Luazinha que mal tinha dormido de
tarde com a excitação de ter visitas e aterra no sofá por uma horinha antes irmos ao encontro
do João Pestana e do carneiros.

E assim se passou o fim de semana!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Só mais um!!!

Estava a ler a newsletter que o baby center me enviou, e até se me chegou uma lagriminha ao canto do olho... pois isto é tão, mas tão verdade!!!! snif!

De 7 meses a 1 ano
Por volta dos 7 meses, seu filho vai compreender que é independente de você. Esse é um importante salto cognitivo, mas, infelizmente, vai deixar o bebê ansioso. O elo com você já ficou tão forte que uma mera saída de vista por um segundo fará o bebê se debulhar em lágrimas. A criança ainda não entende que você vai e volta. E não pense que sair de fininho ao deixar seu filho na escola ou com uma babá vai ajudar. Na verdade, isso pode assustar o bebê ainda mais. Por mais duro que seja, na hora de ir embora, se despeça cara a cara.

Hoje é dia de.......



Caipirinhas!!!!! Yeeeiiihhh!!!

É verdade! Agora que oficialmente já não dou de mamar por decreto-lei ginecológico saído mais ou menos há uma semana (snif snif...), há que aproveitar as liberdades que esse facto pode trazer de volta (ai desculpem, não é facto, é fato, mas fato também se pode confundir com fato de fato e gravata, ai que confusão que isto agora ficou com o novo acordo!) à vida de uma primípara!

Quando considerava que poderia estar quase a deixar de amamentar (o que aconteceu praticamente durante todos estes sete meses, pois nunca tinha confiado muito na minha capacidade leiteira, atento o tamanho modesto- preppy, portanto- do meu peito- li noutro dia que o peito pequeno é preppy, já me serviu de consolo, pronto...- mas depois ele lá ia durando, e durava...), pensava por um lado na tristeza e nostalgia que isso me traria, mas também no que poderia finalmente começar a fazer...

Entre a liberdade de poder alguém alimentá-la por mim, nomeadamente à noite, poder fazer nuances, ou eventualmente um alisamento, poder beber café,  por acaso nunca me passou muito pela cabeça poder beber! Não é para me fazer de certinha, mas efectivamente sou mais moça de comer do que de beber. E como nunca me privei de comer nada por causa da amamentação, como desde que regressei ao trabalho comecei a tomar café e a deliberar volta e meia a responsabilidade da alimentação nocturna no pai, como pude fazer nuances porque a pediatra me explicou que era perigoso na gravidez mas não agora, no fundo não senti que adquiri liberdades novas quando o decreto saiu.

Mas, uma vez que hoje vamos dar por cá uma almoçarada de moqueca de camarão (mham!! Este foi um dos "desejos" de gravidez que tive!!) com sabor a Brasil, nada melhor do que umas caipirinhas a acompanhar! Ainda por cima com este sol espectacular, podemos sempre fingir que estamos no Verão, ou que estamos mesmo no Brasil!

Ups! Lembrei-me agora que uma das minhas amigas que vem ao almoço também está a amamentar... por isso não vai poder beber... coitadinha, ela gosta tanto... vamos ter que lhe fazer uma caipirágua... e se calhar eu faço-lhe companhia.. pois tenho a sensação que se me passar uma gotinha de cachaça pelo estreito começo logo a olhar para a Luazinha e a pensar que afinal tive gémeas!!!!

Bem, ouço o Sunshine a trabalhar árdua e freneticamente na cozinha, e talvez fosse aconselhável levantar o rabo do sofá e ir começando a pensar em fazer a maravilhosa moqueca que vamos degustar!